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23/09/2016 - Marcas deixam Arena de Batalha e se unem pelo Cliente

Empresas que até então eram concorrentes, passaram a juntar forces em diversas áreas para crescerem juntas. Coca-Cola e Nestlé preferiram atuar em conjunto no desenvolvimento de novos produtos nas categorias de cafés e chás.

E inegável que não faltam competência, recursos, conhecimento de mer¬cado ou sinergia a nenhuma dessas empresas para, isoladamente, com maior tempo e capital envolvidos no processo, criar alternativas próprias em cada uma dessas áreas.
Ao preferirem fazê-lo de maneira integrada estão marcando um novo estágio nas relações entre organizações.

O desenvolvimento dessa alternativa ocorreu inicialmente quando, na ânsia de não perder oportunidades com a emergência da Internet, fornecedores, varejistas, empresas de tecnologia, logística e empresas envolvidas no processo legal integraram seus esforços na busca de soluções comuns e rápidas que, sem negociação de controle, viabilizassem uma solução competitiva.

Seguiram-se as ações envolvendo a criação de mercados eletrônicos que integrassem varejistas, seus fornecedores de produtos e de serviço, incluindo-se empresas de consultoria e tecnologia, operando sob uma nova bandeira.

Assim acabam viabilizando compras, logística e abastecimento com a finalidade de racionalizar custos, melhorar fluxo de abastecimento e os processos de previsão.

A Worldwide Retail Exchange, que reúne supermercados como Cora, da Bélgica, Schelecker, da Alemanha, Radio Shack, dos Estados Unidos, e Tesco, da Inglaterra, é um dos casos de conceitos criados com a finalidade de integrar esforços de compras. principalmente de ativos não comercializáveis.

O mesmo ocorreu com a criação da GlobalNetExchange que reúne, entre outros, os concorrentes Sears, Carrefour e Sainsbury, que são empresas de diferentes países de origem, com competências complementares e que decidiram integrar esforços para ocupar espaços nos mercados mais rapidamente e com menores custos e maiores lucros.

Podemos dizer que as primeiras manifestações dessa tendência ocorreram com os esforços corporativos que envolveram gestão de categorias, EDI (intercambio eletrônico de dados), ECR (resposta eficiente ao consumidor) e CPFR (planejamento, previsão, investimentos e reposição colaborativa) entre fornecedores e varejistas.

Esses processos cooperativos, iniciados com a discussão sobre compatibilização tecnológica e logística, ao afastarem-se da discussão comercial de curto prazo, criaram as condições para esforços colaborativos que visassem à criação de vantagens competitivas sustentáveis.

Autor: Arthur

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